TRANSTORNO DE APEGO REATIVO
TRANSTORNO DE
APEGO REATIVO
O que é?
A
exposição a uma situação estressante e traumática pode gerar o transtorno
conhecido como apego reativo.
A
perda da capacidade de sentir qualquer tipo de
prazer, uma mudança repentina e transitória do estado de ânimo, tais como
sentimentos de tristeza, pena, angustia e comportamento retraído são sinais e
sintomas do transtorno de apego reativo.
Quais
são as características diagnósticas?
A
relação da criança com o cuidador adulto é de extrema dificuldade, ela apresenta
comportamentos e sentimentos retraídos, inibidos em direção ao outro. O
sofrimento emocional e social é consistente. Geralmente a criança apresenta
afeto negativo, tristeza, irritabilidade. A negligência aos cuidados básicos, a
constante mudança de cuidadores na criação impedem a formação de vínculos
estáveis, e seletivos. Essa perturbação social e emocional ocorre entre 9 meses
e 5 anos de idade. O transtorno de apego reativo pode ser persistente se
estiver presente há mais de 12 meses ou grave se todos os sintomas são exibidos
pela criança e manifestados em níveis elevados.
Comportamentos
de vínculos extremamente inadequados no qual a criança não recorre ao seu
cuidador para obter carinho, proteção e a ausência de cuidados emocionais
básicos são características diagnósticas do transtorno. Crianças com o
transtorno de apego reativo têm grandes dificuldades em expressar sentimentos
positivos durante interações com cuidadores no cotidiano. Além disso, há um
comprometimento na regulação de suas emoções. Comumente exprimem sentimentos
negativos de tristeza, irritabilidade e medo que não são facilmente explicados.
Para o diagnóstico a criança precisa ter idade mínima de 9 meses.
Quais
são as características associadas que apoiam o diagnóstico?
Atraso no desenvolvimento, como a linguagem e
cognição e negligência grave, por exemplo, maus tratos e desnutrição são
características associadas que apoiam o diagnóstico.
Qual
a prevalência?
A prevalência é desconhecida, mas é relativamente
raro em contexto clinico. Em populações onde crianças são negligenciadas
gravemente o transtorno é incomum ocorrendo em menos de 10%.
Qual
são o desenvolvimento e curso?
Situações de ausência de cuidados adequados na
infância são frequentes nos primeiros anos de vida. A faixa etária entre nove
meses e cinco anos de idade, a negligência de apego aos comportamentos
emocionais é evidente. O transtorno pode persistir por muitos anos se não for
tratado e recuperado por meio de ambientes de cuidados. Em criança mais velha
não está claro se o transtorno de apego reativo acontece por isso o diagnóstico
deve ser feito com cautela.
Quais
são os fatores de risco e prognóstico?
O ambiente é o único fator de risco para o
transtorno e o prognóstico depende da qualidade do ambiente e cuidados.
Quais
são as questões diagnósticas relativas à cultura?
A cultura é uma questão diagnóstica que deve ser
levada em conta, porém é preciso ter cautela ao realizar o diagnóstico se o
apego não foi estudado nessa cultura.
Quais
são as consequências funcionais do Transtorno de Apego Reativo?
As relações das crianças com amigos e adultos são
prejudicadas de maneira significativa e associa se a um prejuízo funcional em
vários aspectos da primeira infância.
Quais
são as comorbidades?
Atrasos cognitivos, de linguagem, estereotipias e
negligência social coincidem com o
transtorno de apego reativo. Ademais, sinais e sintomas de desnutrição grave e
depressão podem ocorrer de forma concomitante com o transtorno.
Referência:
Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - (DSMV)
Psicóloga Priscila
Aguiar.
Fanpage: @psicologapriscilaaguiar
E-mail: priscilaaguiarp@bol.com.br
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